terça-feira, 17 de maio de 2011

DIREITO APLICADO A GESTAO

RELAÇÃO CONTRATUAL NO NOVO AMBIENTE ORGANIZACIONAL 


DIREITO APLICADO A GESTAO

RELAÇÃO CONTRATUAL NO NOVO AMBIENTE ORGANIZACIONAL


As constantes mutações do mundo globalizado impõem as instituições comerciais que tenham contratos cada vez mais flexíveis no que tange aos seus relacionamentos de prestação de serviços ou na aquisição de produtos. 
As negociações preliminares têm que acontecer de maneira clara, onde as partes contratantes exponham as diretrizes para que se evitem entraves jurídicos posteriores. Mas a flexibilização dos contratos acaba por ser uma necessidade neste novo cenário comercial 
A globalização trouxe uma necessidade das empresas se adaptarem a um novo cenário em constantes mutações, renegociando o tempo todo com clientes e fornecedores, considerando e respeitando os princípios gerais do direito contratual que são: autonomia da vontade, consensualismo, força obrigatória dos contratos, relatividade dos efeitos dos contratos, boa fé objetiva e a função social do contrato. 
Tais princípios são fundamentais para que se haja uma flexibilidade em uma negociação preliminar. Diante da ultima crise financeira mundial, varias empresas se viram obrigadas a renegociar seus contratos para que não houvesse uma perda maior para ambas as partes. 
O consensualismo e a boa fé objetiva devem ser as molas mestra dos contratos atuais. Em seu artigo os princípios do direito contratual Lyra Junior citando Andrée Brunet e Jean-Claude Ohlman que sustentam que “o arquétipo do acordo concluído depois de negociações e concessões recíprocas das partes tornou-se um mito”, e diante da necessidade das organizações de se adaptarem as mudanças de cenário tanto econômico como social tal mito deve se perpetuar por muito tempo.
O mundo corporativo não absorve mais contratos que tenham de ser cumpridos a ferro e fogo, a cada momento as mudanças vem ocorrendo no mundo, e as empresas tem que esta preparada para tais mudanças ate mesmo para que se possam renegociar seus contratos a fim de se adaptarem neste cenário comercial.
As organizações devem colocar nas suas negociações preliminares ferramentas que lhe permitam juridicamente rever tais contratos quando uma das partes se negarem a um dos princípios básicos que é a boa fé objetiva.

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DIREITO APLICADO A GESTAO publicado 6/05/2011 por weliton senna frança em http://www.webartigos.com

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Fonte: http://www.webartigos.com/articles/65523/1/DIREITO-APLICADO-A-GESTAO/pagina1.html#ixzz1Met4ngO4

segunda-feira, 16 de maio de 2011

EVANGELHO EM CRISE, MARKETING EM ALTA

Evangelho em crise, marketing em alta.

Recentemente perdi o sono coisa fácil de acontecer em épocas de trabalhos e provas na faculdade e após terminar as atividades e ainda sem sono resolvo ligar a televisão.
O problema que neste horário ou assistimos as velhas e repetitivas novas aventuras do Chaves, ou Luluzinha ou nos aventuramos assistir aos diversos programas “evangélicos” que invade madrugada adentro. Arrisquei-me na ultima opção.
Controle remoto na mão passeio pelos diversos programas e não me apego a nenhum. Mas algumas atitudes que vi me chamaram atenção, entre os diversos discursos proferidos, percebi que em um dos programas tinha uma reunião que seria realizada chamada “Reunião dos Intocáveis” onde a chamada dizia que os que são do Senhor o maligno não toca. E ao participar da campanha a inveja, e outros tantos males também não iria tocá-los.
No mesmo programa o pastor ou bispo, anotava os nomes das pessoas que ligava e colocava em uma jarra cheia de óleo no qual ele dizia que a unção de Deus iria até aquelas pessoas que ligassem e colocassem o nome para serem imersos no óleo, alegando que “a unção com óleo despedaça todo julgo”.
Lógico que resolvi mudar de canal porque ele começou a colocar imagens que mais parecia um filme de terror, com uma musica também aterrorizante e como eu não queria ficar com mais medo do que o que eu estava. Mudar de canal me pareceu ser a idéia mais sensata.
Mas o que me deparo no outro programa não era menos assustador, um jovem pastor que se intitulava a maior autoridade em libertação espiritual. Ate ai nada de mais, marketing é tudo. Possuidor de uma oratória de fazer inveja a Rui Barbosa o referido pastor comandava o programa.
Ele estava incentivando que fossem buscar a “Cruz da Vitória” porque está escrito: quem quiser me seguir, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Era o argumento utilizado para justificar a entrega da bendita cruz.
Mas o que mais me deixou estupefato foi o fato dele esta iniciando a campanha do “Sabonete da limpeza total” que as pessoas iriam buscar para tomar um banho que iria sei lá, trazer limpeza espiritual. O referido sabonete parecido com aqueles que têm em motéis, com a diferença que exibia o logotipo da igreja na embalagem. Será que seria isto o diferencial?
Um misto de indignação e diria que felicidade me acometeu ao ver tais campanhas, tristeza por ver no que o evangelho que Cristo pregou tem se tornado. E feliz pela aula de marketing que tive. Porque as estratégias que estes líderes de multidão utilizam são dignas de serem discutidas, analisadas e serem objetos de profundos estudos pelas mais conceituadas faculdades de marketing e propaganda.
Porque são estratégias comerciais que nem as grandes empresas conseguem atingir, e o custo benefícios das ações realizadas é imediato, acredito que causa inveja nas mais conceituadas empresas de propaganda e marketing do país.
E paralelo a estas estratégias para atrair a multidão, tais programas vendem de tudo: cds, livros, viagens internacionais e ate seguros de veículos “em nome de Jesus”.
Mais tirando o aprendizado em marketing e propaganda. Pergunto-me o que ainda farão em nome do evangelho? O que ainda iremos presenciar?
Já vimos: Banho do Descarrego, Banho de Luz, banho com água do Rio Jordão (será?), campanha de construção de mega templos e tantas outras que não me lembro agora. E ainda me pergunto onde vai parar a criatividade deste povo, agindo em nome do “evangelho?”.
Com toda certeza não é este evangelho que Jesus pregaria nos dias de hoje, e com certeza ainda veremos coisas mais aberrantes em nome da fé em Deus.
Marketing e fé quem disse que não podem ser aplicados no mesmo local?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

IMAGEM PROFISSIONAL, CUIDADO COM ELA



IMAGEM PROFISSIONAL: CUIDADO COM ELA

Diz o adágio popular: “uma imagem vale mais que mil palavras”, e quando observamos algumas imagens do nosso cotidiano, algumas realmente não necessitam de palavras para nos dar uma real dimensão dos fatos, as imagens muita das vezes falam por si só, então concluímos que o tal dito popular citado acima e verdadeiro. Logo concluímos imagem é tudo.
E se resolvêssemos aplicar o mesmo ditado popular à nossa imagem profissional. Será que ela valeria mais que mil palavras? Se analisarmos a nossa volta vamos perceber que o tempo todo as empresas, artistas, políticos, desportistas ou até mesmo as pessoas que nos circunvizinham estão de alguma maneira preocupados com a sua imagem, uns com maior poder econômico tem a facilidade de contratar profissionais para gerenciarem as suas imagens. Empresas gastam milhões ano após ano para proteger, solidificar e fundamentar a sua imagem bem como a sua marca e seus produtos. Logo se há uma preocupação tão intensa e um custo tão grande para zelar pela imagem, perguntamos imagem é tudo?
“Levasse vinte anos para se construir uma boa reputação e cinco minutos para arruíná-la”. O que estudiosos da área comportamental afirmam, ousamos a discordar, porque para arruinar uma reputação cinco minutos e muito tempo, precisa-se de muito menos que isto para ver algo construído por anos jogado na lata do lixo.
As pessoas vendem sua imagem profissional nos seus currículos, muito bem elaborados e cheios de qualidades expostas, e esta venda e solidificada ou destruída nos primeiros contatos nas entrevistas a que estes profissionais são submetidos. Porém quando este é contratado toda aquela imagem plantada e que fizera com que tal profissional fosse contratado é jogada fora por conta de atitudes contrarias no seu dia a dia no desenvolvimento de suas atividades, o que causa um desgaste na sua imagem profissional e uma vez que esta imagem sofre este desgaste os prejuízos são imensos.
Questionamos aqui: quanto vale a sua imagem profissional? Se pudéssemos contratar profissionais de marketing, personal style e outros tantos profissionais, quanto estaríamos dispostos a pagar para cuidar de nossa imagem? Nossa imagem profissional é o patrimônio mais precioso que possuímos. E uma vez que esta é descuidada pode-se não ter uma nova oportunidade de se recuperar.
Torna-se verdadeiro um outro provérbio de autor desconhecido que diz “a primeira impressão é a que fica”, portanto uma vez que causada uma crise na imagem profissional, talvez não se tenha mesmo uma segunda chance para repará-la. Os danos causados por uma má imagem muita das vezes são irreversíveis e os prejuízos são enormes.
O que pode causar uma crise na imagem de um profissional? São inúmeras as possibilidades: má conduta, boatos, relacionamento interpessoal ruim, desrespeito as autoridades da organização. Muitas outras atitudes poderiam ser citadas aqui, mais desviaria o foco, mas não é nossa intenção ficar aqui relatando o comportamento humano e sim o prejuízo que este gera de impacto tanto negativo quanto positivo em caso de comportamento diferente dos mencionados.
A crise de imagem e potencialmente mais devastadora do que as crises comuns, porque podem destruir o maior patrimônio de uma empresa, personalidade ou profissionais: a reputação. ROSA-2003 estamos vivendo a “era dos escândalos” onde nossa privacidade é invadida a cada momento por pessoas que estão munidas de aparatos tecnológicos que são despejados no mercado a todo o momento. Então devemos ter cuidado com o que fazemos ou falamos para que não tenhamos nossa imagem profissional maculada por atitudes que podem levar anos para serem apagadas, e acredite talvez não se consiga mesmo apagar.
É necessário um zelo com a imagem profissional, para que tal imagem continue sem maculas o que abrirá muitas portas e a base de tudo isto é pautar todas as decisões de uma maneira ética e voltada também para uma responsabilidade social, agindo com lealdade para com a instituição a qual está vinculada. Procurando pautar o que é vendido nos currículos com a pratica. Assim mantendo-se longe de situações que pode causar desgaste à sua imagem e trazer prejuízos irreparáveis para toda a vida.
Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
IMAGEM PROFISSIONAL: CUIDADO COM ELA publicado 12/04/2011 por weliton senna frança em http://www.webartigos.com

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Fonte: http://www.webartigos.com/articles/63585/1/IMAGEM-PROFISSIONAL-CUIDADO-COM-ELA/pagina1.html#ixzz1LU3ktLCI

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CULTURA EMPRESARIAL X CONSUMO ÉTICO


CULTURA EMPRASARIAL E CONSUMO ETICO
Vivemos numa sociedade regida por conceitos errôneos, onde o ser humano e regido pelo “ter e não pelo ser” as pessoas são medidas por aquilo que possui e não por aquilo que realmente são. E neste contexto muita coisa é desrespeitada, aspectos culturais, sociais são atropelados por estes conceitos implantados na sociedade moderna.
Percebo que este pensamento atual, também tem permeado a gestão empresarial, onde o principal objetivo de qualquer instituição seja o fator para o qual ela foi criada: o lucro. E as empresas fomentam na nossa sociedade através das grandes estratégias de marketing que esta idéia é verdadeira e você precisa possuir algo pra ser alguém, e de preferência deve possuir aquilo que eles estão te oferecendo.
Hoje há uma grande discussão sobre consumo ético, mas será que as empresas estão preocupadas com isto? Acredito que não. Depois da revolução industrial o que mais nós vimos foi à cadeia produtiva das empresas evoluindo através das inovações tecnológicas e também a mão de obra cada vez mais sendo explorada e mal remunerada. Ainda existem no mundo, multinacionais que despejam seus produtos no mercado mundial a custo de mão de obra infantil e ate mesmo com características escravocratas e o que dizer de outra grande empresa multinacional que ate pouco tempo tinha seus refrigerantes em latas de aço, quando suas concorrentes já usavam a muito latinhas de alumínio.
Sem contar que poucas são as empresas que estão preocupadas com o meio ambiente, e tem despejado nos lençóis freáticos e na própria atmosfera produtos químicos e gases que estão afetando nosso planeta agora e afetará muito mais no futuro. Aplicasse aqui a famosa teoria do caos “uma mudança muito pequena nas condições iniciais de uma situação leva a efeitos imprevisíveis”. Estamos vivenciando hoje no nosso planeta os efeitos da Revolução Industrial, do crescimento do agro negocio, das desmatadas e da corrida pela industrialização.
Cabem aqui alguns questionamentos quem visa o lucro esta preocupado com o bem estar do outro? Será que respeitam as culturas nas quais eles estão inseridos? A modelagem dos padrões impostos pelo lucro respeita a diversidade cultural e social de uma sociedade? Estas questões talvez tenham uma única resposta, mas que prefiro responder com um fragmento de uma canção do poeta Cazuza “Não me sortearam a garota do fantástico, não me subornaram será que é o meu fim, ver tv a cores na taba de um índio, programada pra só dizer sim, sim”
Percebo uma dicotomia entre a cultura empresarial e o consumo consciente. Porque se eu quero vender como vou educar o meu consumidor a ser consciente na sua compra? Se eu estou visando esvaziar o meu estoque de produtos, como não vou inundar a mídia com uma falsa necessidade de ter?
Paralelo a esta usura empresarial tem do outro lado da situação, aquele que poderia dar um basta a este ciclo vicioso e tornar as empresas mais conscientes do seu papel social: o consumidor. Mas como? Despertando para fazer uso consciente do seu poder maior contra as empresas que é a compra.
Mas esta educação do consumo consciente passa por uma mudança de atitude dentro de seu próprio ambiente de convivência, consumimos desenfreadamente o que a mídia nos impõe, produtos, serviços, comportamentos. Compramos não pela necessidade de ter, mas pelo impulso. Se possuirmos um equipamento eletrônico, queremos um mais moderno. Somos impulsionados pelo instinto da compra, depois somos atraídos pela facilidade do consumo. Só que tem uma questão que não nos preocupamos nesta busca frenética pelo ter: o descarte.
Esta mudança parte de uma educação domestica que deveria ter melhor atuação dos poderes públicos orientando e incentivando a população a uma maior consciência do que fazemos com o nosso lixo. Dráusio Barreto, secretário de Serviços do Município de São Paulo, enfatizou que. “Em São Paulo, por exemplo, 10.400 toneladas de lixo de um total de 17.500 toneladas recolhidas diariamente, são domiciliares. Por isso, esse setor deve ser o foco da política que trata dos resíduos”.
Devemos esta preocupados com o que vamos fazer com os produtos que por nós são consumidos e descartados, não fomos educados a reciclar na mesma proporção que não fomos educados a um consumo ético ou consciente. Devemos evitar produtos de empresas que agridem o meio ambiente, que não estão preocupadas com os recursos renováveis, que não respeitam as leis trabalhistas, que exploram mão de obra infanto juvenil, que tem seus produtos à custa de desmatamento ou de desrespeito à biodiversidade, precisamos estarmos atentos ao nosso poder de compra e desconfiar das propagandas que impõe a sociedade os padrões estabelecidos pelas grandes empresas que estão visando tão somente a expansão de seus negócios e consequentemente o lucro.
É bem verdade que apesar do pouco esforço das autoridades em educar o povo a um consumo consciente alguns avanços devem ser ressaltados como o código do consumido, que tem tratado dos direitos dos mesmos, e que se fossem mais amplamente divulgado e orientado poderia mudar em muito esta realidade. Porem o maior responsável por uma mudança de paradigma ainda é aquele que usufrui do poder final: O consumidor.
Que tem que se valer de seus direito e exigir que o mesmo seja respeitado e que as empresas não agridam, o meio ambiente, a sua cultura e nem o seu direito inegociável a um consumo ético consciente.
CONCLUSÃO
É de fundamental importância que os consumidores assumam o seu papel nas mudanças do conceito de consumo ético, buscando a conscientização da responsabilidade no consumo de bens e serviço, buscando conhecer o histórico dos produtos consumidos, e quem é e como se comporta a empresa que o produziu. Também é de suma importância uma educação a cerca do que fazemos com o descarte dos produtos consumidos, para não gerarmos um acumulo enorme de lixos que vão parar em aterros sanitários causando um grande prejuízo a nosso ecossistema.
Devemos evitar empresas que não respeitem os direitos trabalhistas, a legislação do país, e que não respeite acima de tudo o futuro de nosso planeta
Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
Cultura empresarial X Consumo Etico publicado 1/04/2011 por weliton senna frança em http://www.webartigos.com

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Fonte: http://www.webartigos.com/articles/62679/1/Cultura-empresarial-X-Consumo-Etico/pagina1.html#ixzz1LU7kjxF6

O QUE FAZER QUANDO DEUS DIZ NÃO?



O que fazer quando Deus diz não.

Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós. 1 Co. 1:20

Baseando-se no que diz as escrituras em Mt. 7:7,8 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. Mc. 11:24 Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis. Jo. 14:13 E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Jo. 16:24 Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo seja completo. 1 Jo. 5:14 E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. Tg. 4:2 Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis. 1 Jo 3:22 e tudo o que lhe pedirmos, receberemos dele, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é agradável aos seus olhos. Ef.3:20 Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.

Muitos cristãos usam destes textos para de uma forma interesseira encostar Deus contra a parede, se é que o podem fazer isto. Mas e inegável como a religião usa de seus escritos para que sejam incutidos nas pessoas os conceitos de fé. Regido por um Deus que se vê “obrigado” a dar tudo àquilo que aos seus seguidores tem pedido. Teoria muito defendida pelos praticantes da Teologia da Prosperidade.

Contradizendo tal teologia a própria bíblia esta repleta de casos de pessoas que receberam não de Deus e diante de tais negativas o que dizer tais teólogos a recusa de Deus em “dar” algo que foi pedido. Podemos analisar alguns destes registros à luz de uma ótica não fundamentalista. Mas, com uma lupa critica de que ser seguidor de Deus requer também aceitar sua soberania diante de todas as coisas.

Homens a quem Deus disse não

Moisés O problema: Nm 20:12 E o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado.
O pedido Dt 23-25 Também eu pedi graça ao SENHOR no mesmo tempo, dizendo: Senhor DEUS! Já começaste a mostrar ao teu servo a tua grandeza e a tua forte mão; pois, que Deus há nos céus e na terra, que possa fazer segundo as tuas obras, e segundo os teus grandes feitos? Rogo-te que me deixes passar, para que veja esta boa terra que está além do Jordão; esta boa montanha, e o Líbano!
A resposta de Deus Dt. 3:26-27 Porém o SENHOR indignou-se muito contra mim por causa de vós, e não me ouviu; antes o SENHOR me disse: Basta; não me fales mais deste assunto; Sobe ao cume de Pisga, e levanta os teus olhos ao ocidente, e ao norte, e ao sul, e ao oriente, e vê com os teus olhos; porque não passarás este Jordão. Diante da recusa de Deus, Moises simplesmente poderia não aceitar que ele o grande estadista responsável por tirar o povo do Egito, tivesse um pedido seu negado, já que ele fizera tão grande obra para Deus, mas a resposta de Moises foi uma completa submissão à vontade divina.
Então falou Moisés ao SENHOR, dizendo: O SENHOR, Deus dos espíritos de toda a carne, ponha um homem sobre esta congregação, Que saia diante deles, e que entre diante deles, e que os faça sair, e que os faça entrar; para que a congregação do SENHOR não seja como ovelhas que não têm pastor. Dt. 32:3-4 Porque apregoarei o nome do SENHOR; engrandecei a nosso Deus. Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é.

Davi O problema: 2 Sm 12:15 Então Natã foi para sua casa; e o SENHOR feriu a criança que a mulher de Urias dera a Davi, e adoeceu gravemente.
O pedido: 2 Sm 12:16,22 E buscou Davi a Deus pela criança; e jejuou Davi, e entrou, e passou a noite prostrado sobre a terra. E disse ele: Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se DEUS se compadecerá de mim, e viverá a criança?
A resposta de Deus: 2 Sm 12:18 E sucedeu que ao sétimo dia morreu a criança;
Então Davi se levantou da terra, e se lavou, e se ungiu, e mudou de roupas, e entrou na casa do SENHOR, e adorou. Então foi à sua casa, e pediu pão; e lhe puseram pão, e comeu. Este primeiro relato da vida do rei Davi é carregado de situações conflitantes, Davi peca, o filho esta doente ele pede a deusa acura e deus se recusa a curar, o menino morre e Davi que poderia se lamentar entra no templo e vai adorar ao seu Deus.
Em uma outra situação Davi resolve querer construir o grande templo ao Deus de Israel O desejo: 1 Cr. 17:1 Sucedeu, pois, que, morando Davi já em sua casa, disse ao profeta Natã: Eis que moro em casa de cedro, mas a arca da aliança do SENHOR está debaixo de cortinas.
A resposta de Deus: 1 Cr 17:3-4 Mas sucedeu, na mesma noite, que a palavra de Deus veio a Natã, dizendo: Vai, e dize a Davi meu servo: Assim diz o SENHOR: Tu não me edificarás uma casa para eu morar;
A atitude: 1 Cr. 17:20,24-25 SENHOR, ninguém há como tu, e não há Deus fora de ti, segundo tudo quanto ouvimos com os nossos ouvidos. Confirme-se e engrandeça-se o teu nome para sempre, e diga-se: O SENHOR dos Exércitos é o Deus de Israel, é Deus para Israel; e permaneça firme diante de ti a casa de Davi, teu servo. Pois tu, Deus meu, fizeste ao teu servo a revelação de que lhe edificarias casa. Por isso, o teu servo se animou para fazer-te esta oração.
Talvez alguns teólogos defensores da teologia da prosperidade tenham dificuldades em explicar a atitude de Davi em preparar para seu sucessor os preparativos para uma obra que se tornaria um dos patrimônios culturais do mundo antigo.

Jeremias um dos profetas anterior ao grande exílio babilônico sentiu a miséria do seu povo ante as visões que o seu Deus lhe anteverá. O problema: Jr.32:28 Portanto assim diz o SENHOR: Eis que eu entrego esta cidade na mão dos caldeus, e na mão de Nabucodonosor, rei de babilônia, e ele a tomará. Jeremias pôs-se a Interceder pelo povo. Lm 3:8 Ainda quando clamo e grito, ele exclui a minha oração. Ele tinha a confirmação de Deus que tudo o que ele pedisse poderia ser atendido Jr. 33:3 Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.
A resposta de Deus: Jr. 7:16; 11:14 Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor nem oração; porque não os ouvirei no tempo em que eles clamarem a mim, por causa do seu mal.
Lm 3:22-24 As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto esperarei nele. Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR. Foram as palavras de Jeremias diante da recusa de Deus

O grande apostolo Paulo que é um dos grandes ícones da igreja neo-testamentária também teve problemas com recusas de Deus em atendê-lo. O problema: 2 Co 12:7 E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. O pedido 2 Co 12:8 Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim
A resposta de Deus 2 Co 12:9 E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.
A atitude 2 Co 12:10 Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte. Paulo foi um dos grandes defensores da soberania de Deus e soube como ninguém aliar a soberania com a graça de Deus.

Para corroborar com os pensamentos aqui descritos o que dizer de Jesus Cristo o próprio filho de Deus que também esteve em uma situação de recusa de Deus.

O pedido: Mt. 26:39,42 E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade. E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
A resposta de Deus:
2 Co 5:21 Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus. Mt 27:45 E desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona. Is 53:5,10 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão.
Chega uma hora em que Jesus solta um brado de desabafo: Mt 27:46 E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
É fato que não queremos negar a deidade de Jesus e não está aqui tal assunto sendo discutido, mas as atitudes de Jesus diante da aceitação de um fato tão duro quanto a morte podem ser descrito nos primeiros livros do novo testamento. Jo. 6:38. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. Filipenses 2:5 De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Conclusao

Moisés: Não murmurou declarou a justiça de Deus. Viu a gloria de Deus
Davi: Reconheceu a soberania de Deus, adorou no momento mais difícil de sua vida. Homem segundo o coração de Deus
Jeremias: Permaneceu firme cumprindo o propósito do Senhor. Foi poupado de ser levado a Babilônia
Paulo: Viu no sofrimento a oportunidade de experimentar a graça de Deus. Um dos maiores apóstolos
Jesus: Cumpriu com o desejo do Pai no plano de redenção do homem. E foi exaltado nas alturas.
Diante de tudo isto a soberania de Deus fica totalmente acima dos conceitos errôneos da teologia da prosperidade que tanto tem assolado as igrejas nestes últimos tempos, criando uma religião de trocas e barganhas, retirando de Deus aquilo que ele mais é SOBERANO.
Ps: As iniciais de cada texto referido esta de acordo com a nomenclatura da tradução de João Ferreira de Almeida
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Quando Deus diz não publicado 3/04/2011 por weliton senna frança em http://www.webartigos.com

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O QUE É RELIGIÃO?


O que é religiao?

Em seu livro O que é Religiã,o Rubens Alves nos traz reflexões do que a religião significa através dos tempos ele declara “houve um tempo em que os descrentes, sem amor a deus e sem religião, eram tão raros que os mesmos se espantavam com a sua descrença e a escondia, como se ela fosse uma peste contagiosa”. E a proposta do autor é discutir o tema que é o titulo do livro e o faz com questionamentos que ao longo da leitura vamos encontrando as respostas. Declarando que a marca de todas as religiões talvez seja o drama da alma humana, num esforço de pensar a realidade humana de uma maneira que a vida faça sentido.
É argumentado que a marca do saber cientifico é o seu rigoroso ateísmo metodológico e que no mundo sagrado, a experiência religiosa era parte de cada um. Confessar-se religioso equivale a confessar-se como habitante do mundo encantado e mágico do passado. A religião não mudou ficou secularizada e os deuses e esperanças religiosas ganharam novos nomes e novos rótulos, e os seus sacerdotes e profetas novas roupas, novos lugares e novos empregos. A religião esta mais próxima de nossas experiências pessoal do que desejamos admitir, a ciência da religião é também ciência de nós mesma: “sapiência, conhecimento saboroso” palavras de Ludwig Feuerbach.
Ao falar sobre os símbolos da ausência ele faz um paralelo entre o mundo animal e o mundo humano e de como estas teias são traçadas de forma semelhante, destacando que os homens se recusaram a ser aquilo que, à semelhança dos animais, do passado lhe propunha. E tudo o que o homem faz revela um mistério antropológico, os animais sobrevivem pela adaptação, o homem o contrario, parece ser desadaptados ao mundo, o homem é um ser de desejos. É aqui que surge a religião, teia de símbolos, rede de desejos, tendo coisas a serem consideradas: altares, santuários, comidas, perfumes lugares, capelas templos, amuletos, exorcismos, milagres e outras coisas. A religião esta voltada para as experiências pessoais com o encontro com o sagrado a religião nos apresenta com um certo tipo de fala, ai ele se refere à religião como “a mais fantástica e pretensiosa tentativa de transubstanciar a natureza”.
O uso de objetos como coisa sagrada é mais uma faceta da religião, os objetivos visíveis adquirem uma dimensão nova, e passam a ser sinas de realidades invisíveis, é aquilo que o discurso religioso pretende fazer com as coisas: transformá-las, de entidades brutas e vazias, em portadoras de sentido. A religião é construída pelos símbolos que os homem usam. Mas os homens são diferentes. E seus mundos sagrados. Não importam os fatos e as presenças que os sentidos podem agarrar e sim os objetos que a fantasia e a imaginação podem construir, concluindo que as entidades religiosas são imaginarias. A religião feita de símbolos e sinais que dão sentido de um senso de ordem interna, integração, unidade, direção se sentem efetivamente mais forte para viver.
O autor descreve a religião como rede de símbolos, e que no processo histórico recebemos uma herança que parte de duas vertentes: os hebreus e os cristãos e do outro as tradições culturais dos gregos e dos romanos. E isto gerou visões distintas, que se transformaram mutuamente dando origem ao período denominado idade media. Para os medievais não havia fantasia alguma. Seu mundo era sólido, constituído por fatos, comprovados por inúmeras evidencias e alem de quaisquer duvidas. Poucos foram os que duvidaram. Aqueles que duvidam ou propõem novos sistemas de idéias, ou são loucos ou são ignorantes, ou são iconoclastas irreverentes. O homem medieval desejava contemplar e compreender, sua atitude era passiva, receptiva.
É necessário reconhecer que a religião representava o passado, a tradição. Tratava-se de uma forma de conhecimento surgido em meio a uma organização social política derrotada. Na antiguidade a religião estava muito ligada com o relacionamento do dominado e do dominador, e que a historia só contava os fatos dos vencedores, não havia relatos dos vencidos tinha muito a ver com a lealdade das pessoas envolvidas. A ciência por sua vez era subvencionada adaptada a á lógica do mundo burguês. O sucesso da ciência foi total impondo a conclusão a ciência esta do lado da verdade e o discurso religioso enunciado de falsidade, discurso destituído de sentido.
A religião feita de símbolos tem seus significados, palavras e coisas que tinham um objetivo não só de dizer algo, mas de construir algo. A ciência na idade media olhava para o universo e pensava que ele era um conjunto de coisas que significavam outras. Os filósofos buscavam mensagens nos céus, mas a ciência não saiu do seu impasse enquanto não reconheceu que as estrelas e planetas são coisas, nada significam. Se a religião é um fato, os julgamentos de verdade e de falsidade não podem ser a ela aplicados. A religião é uma instituição e nenhuma instituição pode ser edificada sobre o erro ou uma mentira. Sagrado e profano não são propriedades das coisas. Eles se estabelecem pelas atitudes dos homens perante as coisas, espaços, tempos, pessoas, ações.
Num mundo utilitário não existe coisa alguma permanente. Tudo se torna descartável. De fato o circulo do profano e econômico se superpõem. O que é útil é abandonado, é o individuo que julga da utilidade ou não de uma determinada coisa. Ninguém tem nada a ver com as suas ações, na medida em que avança o mundo profano e secular, assim avança também o individualismo e o utilitarismo. No circulo sagrado tudo se transforma. No âmbito secular o individuo era dono das coisas, o centro do mundo. Agora, ao contrario, são as coisas que possuem.
O sagrado é o criador, a origem da vida, a fonte da força. O homem não mais é o centro do mundo, nem a origem das decisões, nem dono do seu nariz. De fato a transgressão do critério da utilidade é uma das marcas do circulo do sagrado. O individuo toma a decisão, a sociedade vem depois. O individuo no centro, a sociedade como sistema gira ao seu redor. O problema está em que à vida social, ta como a conhecemos, não se enquadra neste jogo secular utilitário. Por quê? Porque não. Por razoes morais, sem justificativas utilitárias. Mesmo quando as fazemos, sem sermos apanhados, há uma voz, um sentimento de culpa, a consciência, que nos diz que algo sagrado foi violentado. O sagrado é o centro do mundo, a origem da ordem, a fonte das normas a garantia da harmonia. Citando Feurbach ele diz “a religião é o solene desvelar dos tesouros ocultos do homem, a revelação dos seus pensamentos mais íntimos, a confissão pública dos seus segredos de amor”. Diz o autor “Deus é a mais alta subjetividade do homem... este é o mistério da religião: o homem projeta o seu ser na objetividade e então se transforma a si mesmo num objeto em face de imagem, assim convertida em sujeito”.
O mundo do sagrado não é uma realidade do lado de lá, mas a transfiguração daquilo que existe do lado de cá. Espelho, a linguagem religiosa é um espelho em que se reflete aquilo que mais amamos. O que a religião afirma é a divindade do homem, o caráter sagrado dos seus valores, o absoluto de seu corpo, a bondade de viver, ouvir cheirar e ver.
Falando do Deus dos oprimidos o autor fala do ministério dos profetas onde as pessoas pensam que profetas são videntes dotados de poderes especiais para prever o futuro nada mais distante da vocação do profeta hebreu, que se dedicava a denunciar as coisas do presente, eram ataques as praticas religiosas dominantes em seus dias, patrocinadas e celebradas pela classe sacerdotal. Em suas bocas tais palavras tinham um sentido e social que todos entendiam. Instaurou-se um novo tipo de religião, de natureza e política, e que entendiam as relações dos homens com Deus têm de passar pelas relações dos homens, uns com os outros.
As autoridades, por razoes óbvias, os detestavam, acusando-os de traidores, os profetas confrontavam-se com os representantes da religião oficial, do outro. Os profetas viviam em oposição a esta falsa religião que sacralizava o presente eles teceram, a ambivalência da religião: ela se presta a objetivos opostos, tudo dependendo daqueles que manipula os símbolos sagrados. Ela pode ser usada para iluminar ou para cegar. Religião nada mais é que alienação, narcóticos ilusão uma serie de coincidência permitiu que se reconstruísse a visão profética da religião como instrumento de libertação dos oprimidos, daí dois fatores foram importantes: o desenvolvimento da ciência histórica, que tornou possível a recuperação dos fragmentos do passado e o desenvolvimento da arte de interpretação que permitia vislumbrar, através do discurso, a verdade acerca dos vencidos.
Na verdade toda sociedade tem uma classe dominante e uma classe dominada, necessariamente, é que os sonhos dos poderosos têm de ser diferentes dos sonhos dos oprimidos. E também suas religiões. Os poderosos moram em oásis, perpetua o presente pelo uso da força, também é necessário que dominadores e dominados aceitem tal situação como legitima. Riqueza pela vontade de Deus, pobreza pela vontade de Deus. Tudo se reveste com a aura sagrada, e sabemos que coisas sagradas são intocáveis. Com os dominados é diferente, não há oásis só o deserto, sua condição é de humilhação, os fracos exigem a mudança, se não com sua voz, por medo, pelo menos em seus sonhos. Assim a religião se apresenta na sua ambivalência política: os sonhos dos poderosos eternizam o presente e exorcizam um futuro novo; os sonhos dos oprimidos exigem a dissolução do presente para que o futuro seja a realização do Reino de Deus, não importa o nome que se lhe dê.
A religião dos pobres se parece com a religião dos profetas. Parece que eles se sentem mais à vontade na companhia do mágico, do curandeiro, do milagreiro, tratando de resolver os problemas do seu dia-a-dia sem muita esperança, sabendo que as coisas são o que são pelos decretos insondáveis da vontade de Deus, sendo mais garantido acreditar que os pobres herdarão a terra. E aqui voltamos à sociologia do conhecimento. Não será a sua falta de poder que os leva a empurrar suas esperanças para o outro mundo? Se isto for verdade declara o autor, o que se poderia esperar de uma situação em que os pobres e oprimidos descobrem a sua força.
No ultimo capitulo o autor afirma ter convocado e ouvido testemunhas: psicólogos, filósofos, cientistas sociais. Uns ao lado da acusação, nos asseguram que a religião é uma louca que balbucia coisas sem nexo, distribuindo ilusões, fazendo alianças com os poderosos narcotizando os pobres. Do outro os que saem em defesa da religião afirmando que sem ela o mundo humano não pode de existir e que, quando deciframos os seus símbolos, contemplamos-nos como num espelho. Os cientistas prestam atenção, sem acreditar, escutam e anotam convencidos de que os homens não sabem sobre o que estão falando. Serão eles os cientistas, que retirarão do senso comum à verdade que somente a ciência tem acesso. Todas as ciências, sem exceção, são obrigadas e não homens de ciência. A ciência empalhou a religião, tirando dela as verdades muito diferentes daquelas que a própria religião viva cantava. Nos colocando num mundo glacial e mecânico, matematicamente preciso e tecnicamente manipulável, mas vazio de significações humanas e indiferentes ao nosso amor.
O sentido da vida é algo que se experimenta emocionalmente, sem que saiba explicar ou justificar, não é algo que se construa, mas algo que nos ocorre de forma inesperada. Se a pretensão da religião terminasse aqui estaria tudo tranqüilo, porque não há leis que nos proíbam de sentir o que quisermos. O escândalo começa quando a religião ousa transformar tal sentimento, interior e subjetivo, numa hipótese a cerca do universo. Nossos julgamentos éticos não descansam apenas em nossos sentimentos, assim que a vida tem sentido é proclamar que o universo é nosso irmão, nossos sentimentos são expressões da realidade. E é esta realidade, ancora de sentimentos, que recebe o nome de Deus. A religião cuidou, com carinho especial, de erigir casas aos deuses e casas para os mortos, templos e sepulcros.
Conclusão: o livro nos dá uma resposta muito clara do que é religião e do seu papel na sociedade e na vida da humanidade, e de quanto a religião foi usada para usufruir poder e foi usada para manipulação e exploração por parte da classe dominante, dos clérigos e dos sacerdotes. Mostrando que o papel do profeta era de denunciar o presente e não anunciar as coisas futuras. Que a ciência muita das vezes tentou contestar a religião, mas a religião tem o seu lugar ainda na sociedade, apesar de que a religião mudou muito no decorrer dos tempos, onde as coisas, objetos, os mitos e os ritos têm sido substituídos pela experiência, tornando assim a religião uma tanto subjetiva.
O livro cumpre o papel a que se propõe uma linguagem fácil de entendimento, referencias de outros autores que enriquecem ainda mais o livro, alem das sugestões de leitura no final do mesmo para quem se interessar por mais profundidade do assunto. Indicado para todos aqueles que desejam saber mais sobre o que é religião.

Referencia: O que é religião?
Rubem Alves
Ed. Loyola
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O que é religiao? publicado 4/04/2011 por weliton senna frança em http://www.webartigos.com

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COMPETENCIAS QUE AS EMPRESAS BUSCAM EM UM PROFISSIONAL DE LOGISTICA



AS COMPETÊNCIAS QUE AS ORGANIZAÇÕES POTENCIALIZAM NA FORMAÇÃO DE UM GESTOR DE LOGÍSTICA, ORIENTADO PARA UM COMPORTAMENTO ÉTICO.
Convivendo num mundo corporativo de mudanças bruscas e inesperadas e outras tantas também devidamente planejadas e organizadas, e a cada dia com o aumento da competitividade e da tecnologia do conhecimento. Percebemos que as organizações vêm buscando um profissional de logística cada vez mais situado neste mundo com as constantes variáveis que tem se apresentado.
Assim procuraremos analisar quais competências que as organizações potencializam na formação de um gestor de logística, orientado por um comportamento ético e transparente à luz da analise de escritos de alguns autores sem, contudo querer esgotar tal tema, pois as mudanças estruturais decorrentes desta continua transformação, não nos permiti realizar tal tarefa.
A área de logística deixou de ser meramente gerencial e passou a ter muita técnica envolvida (FOLLMANN-2011), partindo deste principio cada vez mais as empresas tem investido na área de logística que tem sido um setor que tem despertado a necessidade de profissionais que tenham características inovadoras e um perfil ousado para o desempenho da função. Empresas têm criado gerencias e diretoria especifica para cuidar da área de logística que deixou de ser uma função interna se expandindo para a gestão de suprimentos.
Uma das características mais defendidas por estudiosos da área e a capacidade de liderança que o gestor de logística precisa desenvolver, quanto a isto (NICHOLSON,2001) declara “existe uma grande diferença entre o que os eruditos dizem a respeito de liderança e o que as pessoas vêem acontecendo a sua volta” por isto e necessário ao líder um comportamento extremamente ético e respeitoso, com todos que estão a sua volta, com a organização a qual ele pertence e principalmente com as responsabilidades inerentes a sua posição.
Nicholson também defende que os lideres nascem prontos e não são criados defendendo a seleção natural da liderança, ou seja, o ser humano já nasce com esta qualidade de liderar pessoas e que tais habilidades não são, ou não podem ser desenvolvidas, o que discordamos, pois liderança não é algo que vem com a genética mas sim com o aprendizado do dia a dia e com as experiências adquiridas advindas de cada situação.
Também as organizações requerem de seus gestores que eles tenham a capacidade de ter um bom relacionamento interpessoal, corroborando com isto (LAU,2011) diz que “o desenvolvimento interpessoal e a psicologia organizacional, são duas das inúmeras variáveis que interferem na produtividade, na comunicação, no desenvolvimento da confiança e na cooperação entre colegas. As atitudes dos colaboradores são nitidamente relevante as organizações, pois as posturas negativas significam simultaneamente, indícios de problemas subjacentes e causas que determinarão problemas futuros”. Vê-se por esta afirmação a grande necessidade de um gestor de logística ter um bom relacionamento interpessoal com as pessoas da organização, já que a área de logística também vai envolver outros setores e pessoas dentro da organização.
As empresas não buscam somente um gestor de logística que tenha conhecimentos técnicos, mas um profissional capaz de saber lidera ter um bom relacionamento interpessoal e que seja alguém capaz de estar sintonizado com as necessidades de mudança, que o mundo globalizado tem imposto às empresas. A tecnologia da informação e uma das variantes que a todo o momento esta sendo modificada, e cabe ao gestor também dominar esta área, que é de fundamental importância na execução de suas atividades.
(FOLLMAN,2010) descreve que seus gestores tenham formação e conhecimento em técnicas gerenciais, com capacidade de entender todas as interrelações dos diferentes setores da empresa, para que as decisões logísticas levem em consideração outros fatores: finanças, produção, estoques, capacidade da mão-de-obra, etc. ele conclui dizendo que num futuro próximo, os atuais gestores da logística podem tornar-se os diretores da empresa.

O mundo corporativo não absorve mais aqueles gestores que querem se tornar especialistas, hoje empresas têm potencializado aquele profissional que tem a capacidade de se adaptar as mais diversas situações gerenciais, pessoas que tenham a capacidade de liderança, que desenvolva relacionamentos saudáveis dentro das corporações que dominam a tecnologia de informação e que a todo o momento esteja buscando conhecimentos. O profissional que não conseguir desenvolver tais habilidades estará fadado a não ter espaços num mercado competitivo que tem absorvido cada vez mais profissionais que tem um compromisso com a ética e com a responsabilidade social, algo que tem sido defendido e ampliado por grandes organizações.
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COMPETENCIAS QUE AS EMPRESA BUSCAM NUM PROFISSIONAL DE LOGISTICA publicado 6/04/2011 por weliton senna frança em http://www.webartigos.com

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FRUTIFICANDO PARA DEUS


FRUTIFICANDO PARA DEUS

Frutificando para Deus
Mc 11:13 E, vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos. E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E os seus discípulos ouviram isto.
Em várias partes da Bíblia somos comparados como arvores para Deus. E as comparações nos fazem refletir que tipo de arvores temos sido? E que tipos de frutos temos produzido? É fato que muitas vezes nos sentimos como arvores mesmo. E o que é impressionante que em momentos de nossas vidas que os fenômenos que acontecem com as arvores acontecem conosco. Nascemos como uma semente, vamos ficando fortes à medida que crescemos nossos troncos vão se firmando, surge às folhas e logo depois os frutos. Jesus disse:
Jo. 15:1 Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Mas que tipo de frutos tem produzido no texto inicial descrito em Marcos a Bíblia relata que Jesus viu uma figueira e desejou comer dos frutos dela, e ele foi até ela esperando achar alguma coisa, mas não encontrou, que decepção para o Mestre, o autor da vida procurou um fruto pra se saciar e nao encontrou, mas há uma particularidade neste texto, a bíblia relata que não era tempo de figos, Jesus deveria saber disto? Mas assim como ele procurou fruto numa época que não era propicia para aquela arvore, assim também será a hora dele vir buscar os frutos de sua igreja, virá numa hora que não estamos esperando.
A PACIENCIA DO AGRICULTOR E A INTERCESSÃO DO ESPIRITO SANTO
LC 13:6-9 E dizia esta parábola: Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando; E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente? E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar.
Já disse acima que somos comparadas como arvores Sl 1:3 “Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará”. E como arvore somos obrigados a produzir frutos, mas muitos, dentro das igrejas têm produzido apenas folhas, são arvores bonitas aos nossos olhos, porem só produz folhas e alem de produzir sombras, elas para nada mais serve.Mas sombra não produz vida e folhas não permanece muito tempo, elas caem das arvores e produzem sujeira, pra nada mais serve enquanto elas não permanecem nas arvore.
Mas o fruto não. O fruto por si só já traz em seu corpo uma semente que produz mais arvores que dará outros frutos, que produzirá outra arvore que dará mais frutos, que produzira outra arvore, o fruto traz consigo uma continuidade de vida.
Alem disto o fruto serve para alimento, e o fruto é fator essencial para o reconhecimento do tipo de arvore que somos Mt 12:33 “Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore”.
Estamos rodeados de arvores no pomar de Deus que só tem produzido folhas, porém a paciência do agricultor tem limite e ai de nós se não fosse a intercessão do Espírito Santo, que intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
QUE TIPO DE FRUTO DEUS ESPERA
Gl 5:22 Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Hb 13:15 Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.
Mt 3:8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento;
Pv 11:30 O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.
Fp 1:11 Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.
Desnecessário é comentar sobre os textos acima.

ARVORES SECA
É assim que muitas vezes nos sentimos como arvorem plantadas num deserto, numa terra seca e sedenta, as circunstancias de nossas vidas nos leva a perder as nossas folhas e não nos deixa produzir os frutos que o Senhor espera de nós, e nos sentimos impotentes, e nos frustramos porque não somos aquilo que Deus espera de nós.
Um Deus tão grande espera de nós que creiamos em coisas grandes e que façamos coisas grandes. Como fazer coisas grandes pra um Deus tão grande se sentindo uma arvore seca? Submetendo tudo a Ele jo. 15:5 e 16 a. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça.
Sem Jesus não há como se conseguir produzir os frutos que Ele mesmo espera colher de nós a uma promessa de Deus no livro de Jó. 14:7-9 “Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos”. Se envelhecer na terra a sua raiz, e o seu tronco morrer no pó, Ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como uma planta. Você voltará a dar frutos para Deus, o fruto que tanto Ele espera você produzira, não será mais uma arvore infrutífera, porque ha promessa de Deus pra sua vida.
Ez 47:9,12 E, tendo eu voltado, eis que à margem do rio havia uma grande abundância de árvores, de um e de outro lado. E junto ao rio, à sua margem, de um e de outro lado, nascerá toda a sorte de árvore que dá fruto para se comer; não cairá a sua folha, nem acabará o seu fruto; nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; e o seu fruto servirá de comida e a sua folha de remédio.
Deixe que o rio de Deus passe em sua vida, deixa que o Espírito Santo venha regar a terra do seu coração para que você volte a produzir frutos e se você tem produzido frutos ele te limpará para que você produza muito mais. Sabe por quê? Porque Deus tem um propósito para cada arvore dele Ez 17:4 Assim saberão todas as árvores do campo que eu, o SENHOR, abati a árvore alta, elevei a árvore baixa, sequei a árvore verde, e fiz reverdecer a árvore seca; eu, o SENHOR, o disse, e o fiz.
Tenho certeza que quando Jesus buscar fruto em você ele será saciado porque você não será mais uma arvore infrutífera, e Deus se alegrará porque seus frutos servirão de alimento para outras pessoas.
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FRUTIFICANDO PARA DEUS publicado 14/04/2011 por weliton senna frança em http://www.webartigos.com

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LEMBRAI-VOS DA MULHER DE JÓ



LEMBRAI-VOS DA MULHER DE JÓ
TEXTO: Jó 2:8-10 E Jó tomou um caco para se raspar com ele; e estava assentado no meio da cinza. Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre. Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.
INTRODUÇÃO: Não nos é dado o nome da esposa de Jó. De fato, não é dita muita coisa sobre ela. Em toda a Bíblia, ela é citada em um único verso, e é com base nessa citação – pronunciada em meio a dor e a tragédia tão grande que a maioria nem pode imaginar que ela tenha sido lembrada de uma forma diferente.
É comum julgarmos as pessoas pelo que falam ou fazem em momentos que desconhecemos, mas se pararmos pra analisar a vida desta mulher sem o olhar critico-julgador, mas com o olhar de misericórdia vamos aprender como viver uma vida conjugal de maneira que agrade a Deus.
SENTINDO A DOR DOS OUTROS
Quando lemos as calamidades que aconteceram a este casal registrado nos capítulos de Jó 1:1–2:8. Se nos colocarmos no lugar da mulher de Jó. O que deve ter se passado na mente dessa pobre mulher?
Embora a história de Jó se concentre em seus sofrimentos, não devemos nos esquecer de sua mulher. Foram seus servos, também, que foram destruídos; foi à propriedade de que ela se beneficiava que foi destruída; e foram seus filhos, frutos de seu ventre, que de repente foram mortos. Então, por cima de tudo, foi seu marido, com quem ela se tornara "uma só carne. “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e será ambos uma carne”. (Gn 2:24), que de repente foi derrubado com repugnantes feridas e furúnculos. Tudo o que Jó sofreu, ela também sofreu, talvez ainda mais. Deveríamos entender facilmente sua angústia. Da forma como a Bíblia apresenta a história, porém, ela recebeu uma só linha de todos os 42 capítulos. Obviamente, houve muito mais por trás das cenas do que é revelado aqui.
O TESTEMUNHO DE SEU ESPOSO
Qual foi a reação de Jó? O que ele disse sobre sua fidelidade a Deus, mesmo apesar de grande dor? Jó 2:10 “Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios”.
Em resposta à explosão de sua esposa, Jó não a chamou de louca. Ele disse que ela falava como uma das tolas. Ela não era louca, e esse não era seu comportamento normal; era impróprio dela. Assim, as palavras de Jó parecem indicar algo sobre ela; que sob circunstâncias normais, ela não era uma das "loucas". Mas aquela não era mesmo uma circunstância normal.
FIDELIDADE ATÉ O FIM
As criticas contra esta mulher são inúmeras. No entanto, ela pode ter sido a esposa modelo em todos os sentidos, cuidando da casa, ministrando ao seu marido enfermo, levando comida para ele em meio às cinzas, cuidando de suas feridas etc. Mas esses bons atos não estão registrados; a ênfase está no marido e em seu sofrimento, e ela só aparece aconselhando-o a fazer o que Satanás queria.
Tanto o marido como a esposa, como casal, sofria com suas perdas; cada um, entretanto, reagiu de modo diferente. Não somos chamados para julgá-los, mas a aprender e ter cuidado.
APOIO MUTUO
A mulher de Jó deve ter sido seu apoio de muitas formas durante sua provação. Ela deve ter sofrido enquanto preparava sua comida e banhava suas feridas. Seu corpo magro e sua pele descamando deve ter partido seu coração. Só ela se aventurava a chegar suficientemente perto para ser atingida por seu mau hálito. “O meu hálito se fez estranho à minha mulher; tanto que supliquei o interesse dos filhos do meu corpo”. (Jó 19:17). Quando ela finalmente desmoronou, não foi contra ele, nem por sua própria causa, mas pela dele. Ela manteve o equilíbrio enquanto os bens pouco a pouco desapareciam. Não ficou registrada nenhuma palavra imprópria quando seus dez filhos foram mortos como por um sopro. Mas a visão de seu marido sofrendo foi à última gota em uma série de infortúnios. A indignação dela era legítima?
RECEBEU A RECOMPENSA POR SUA ATITUDE
Jó 42:10-17 “E o SENHOR virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o SENHOR acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía. Então vieram a ele todos os seus irmãos, e todas as suas irmãs, e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele pão em sua casa, e se condoeram dele, e o consolaram acerca de todo o mal que o SENHOR lhe havia enviado; e cada um deles lhe deu uma peça de dinheiro, e um pendente de ouro. E assim abençoou o SENHOR o último estado de Jó, mais do que o primeiro; pois teve catorze mil ovelhas, e seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas. Também teve sete filhos e três filhas. E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da segunda Quezia, e o nome da terceira Quéren-Hapuque. E em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. E depois disto viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos, e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração. Então morreu Jó, velho e farto de dias”.
Este texto nos conta como Deus virou o cativeiro de Jó e de como ele foi abençoado, mas em qual lugar do texto diz que Jó teve outra mulher, não existe. Aquela que foi participante do sofrimento agora também é participante das bênçãos, sobreviveu à calamidade, com fidelidade ao seu esposo.
Em meio a tantas dores podemos aprender com ela que mesmo por um momento quando o desespero nos atinge podemos ser fiéis, pois a uma recompensa a ser conquistada. Bom é o final de todas as coisas.




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Lembrai-vos da mulher de Jó publicado 14/04/2011 por weliton senna frança em http://www.webartigos.com

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Fonte: http://www.webartigos.com/articles/63778/1/Lembrai-vos-da-mulher-de-Jo/pagina1.html#ixzz1LU21Eh3k

A SOLIDÃO E A ERA DIGITAL



A Solidão e a Era digital

Temos vivido na Era digital, ou a Era da informação. Onde o avanço tecnológico e a informação têm-se chegado cada vez com mais velocidade ao nosso cotidiano. Transformando-nos em reféns desta realidade e nos tornando cada vez mais cidadãos ligados nos acontecimentos que ocorre no mundo, e, diga-se de passagem, estamos sendo alimentados tempo real.
Seja lá qual for à nomenclatura que se dê a esta Era o certo é que a cada dia mais em que a tecnologia da informação avança, mas distante temos ficado de estabelecer relacionamentos com nossos semelhantes. A mesma tecnologia que nos aproxima nos afasta.
Os benefícios que a tecnologia nos trouxe esta ligada proporcionalmente ao prejuízo nos relacionamentos que ela tem causado. As pessoas se trancam em seus quartos fazendo destes um mundo paralelo, qualquer semelhança com Matrix não é mera coincidência.
Neste mundo paralelo elas fazem uso dos inúmeros recursos tecnológicos para esconder algo que tem assolado a muitos pelo mundo que é a solidão, a fuga da realidade, projetando num ambiente virtual o mundo imaginário que gostariam de ter.
Por isto não é de se estranhar que as salas de bate papo ou os sites de relacionamentos estejam lotados de pessoas madrugada a fora. Ali eles criam personagens e podem ser quem eles quiserem. Podem ser pastores, padres, enfermeiros, advogados, casadas solteiras, solteiras casadas, homens que se passam por mulheres, mulheres que se passam por homens, podem mentir as idades, criar o papel de homem perfeito, romântico, galanteador ou podem ser as mulheres carinhosas, injustiçadas, mal amadas, irresistivelmente sedutoras.
Neste ambiente não há censuras ou recriminação por que é o mundo paralelo idealizado por quem o criou sem os escrúpulos de uma lei moral da qual eles não são obrigados a seguirem. Porem e cada vez mais visível que a vivencia nestes ambientes é puramente o desejo de se esconder do mal que assola a humanidade nestes últimos tempos: a solidão.
A falta de alguém que compartilhe, conversas bobas, sonhos e outras coisas do dia a dia, têm empurrado cada dia mais homens e mulheres, jovens, adolescentes e até crianças para estes ambientes de relacionamentos virtuais. Pode alguém sentir solidão mesmo estando acompanhada? Estamos vivenciando o culto do eu em contraponto a vivencia do nós.
A necessidade das pessoas em se relacionar no seu cotidiano cria nestes ambientes virtuais a falsa perspectiva de relacionamentos saudáveis. A falta do dialogo entre pais e filhos e entre cônjuges, tem criado o circulo da solidão, da separação e do distanciamento. Surge assim a necessidade de amizades, encontro de par perfeito e criando uma lacuna na sociedade que vê-se a cada dia mais isolada.
O ser humano não nasceu para ser só. E ironicamente é esta a realidade vivenciada. Daí surge a vontade de preencher esta ausência causada pelo distanciamento dos relacionamentos num ambiente totalmente ausente de contatos físicos, mas carregados de pessoas com a mesma necessidade de carinho e afeto. A mesma tecnologia que nos aproxima nos afasta.

A solidão é fera, a solidão devora. É amiga das horas prima irmã do tempo, E faz nossos relógios caminharem lentos, Causando um descompasso no meu coração.
A solidão dos astros; A solidão da lua; A solidão da noite; A solidão da rua.
A solidão é fera. Alceu Valença





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A SOLIDAO E A ERA DIGITAL publicado 16/04/2011 por weliton senna frança em http://www.webartigos.com

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Fonte: http://www.webartigos.com/articles/63872/1/A-SOLIDAO-E-A-ERA-DIGITAL/pagina1.html#ixzz1LU1OxRgQ